Um estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aponta que uma boa higiene bucal pode ajudar adultos a manter o raciocínio saudável. A pesquisa descobriu que adultos com idade superior a 60 anos com os maiores níveis de doenças na gengiva têm maior dificuldade de lembrar uma seqüência de três palavras após um certo tempo.
O pesquisador James Noble e sua equipe também descobriram que adultos com os maiores níveis da bactéria Porphyromonas gingivalis, causadora de problemas na gengiva, têm o dobro de chances de não passar em testes feitos com cálculos de subtração de números com três dígitos.
Os resultados são baseados nas descobertas feitas com mais de 2300 homens e mulheres que foram testados pelos cientistas. Os participantes do estudo tiveram a saúde bucal analisada e realizaram uma série de testes para observar o seu raciocínio.
No geral, 5,7% dos adultos mostraram problemas em completar certos testes de memória, e 6,5% não conseguiram completar os testes de subtração reversa. Os participantes com os maiores e menores níveis da bactéria tiveram os piores resultados nestes testes.
Várias pesquisas já associaram a saúde oral ruim com doenças cardíacas, diabetes e mal de Alzheimer. Doenças na gengiva podem influenciar as funções cerebrais por meio de vários mecanismos, de acordo com os pesquisadores do novo estudo. Este tipo de doença pode causar inflamações pelo corpo inteiro, um fator de risco para a perda das funções mentais saudáveis.
Fonte: Reuters
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Anomalias Dentárias
Algumas anomalias dentárias podem acontecer no desenvolvimento de crianças e de jovens.
Anomalias dentárias como hipodontia, oligodontia e anadontia causam problemas tanto nos dentes primários como em dentes permanentes e na formação mandibular.
Entre essas anomalias e problemas congênitos temos: hipodontia, oligodontia e anadontia.
Hipodontia: doença que afeta de forma comum muitas pessoas.Trata-se de um problema caracterizado pela ausência de um ou poucos dentes permanentes, sem quaisquer pertubações sistêmicas.
Já a ausência congênita de todos os dentes é denominada Anadontia e é uma doença extremamente rara que pode provocar alterações mandibulares e defeitos faciais.A segunda dentição de premolares e incisivos laterais superiores são os dentes mais afetados.
Uma outra anomalia dentária é a oligodontia, ou seja a ausência de um número maior do que 6 dentes.
Fatores ambientais e genéticos podem contribuir na falha do desenvolvimento de dentes em crianças e jovens.Crianças que foram tratadas por conta de doenças malignas e utilizaram alguns medicamentos podem desenvolver anomalias dentárias e mostram uma alta frequência do número de dentes ausentes.
Cadeiras do dentista se aprimoraram nos anos 70
Os primeiros tratamentos dentários eram feitos no chão e hoje confortáveis cadeiras seguem ergonomia que acomodam o paciente
Dizem que ir ao dentista é uma falta de prazer. O tratamento ainda oferecer dor. Porém, o avanço tecnológico tem diminuído esta dor.Se voltarmos para séculos atrás notamos que o atendimento era feito em condições precárias.
O local onde era feito o tratamento dentário foi alvo de uma longa evolução. Nos primórdios, o “dentista” sentava-se no chão diante do paciente para realizar o tratamento. Os gregos criaram a primeira cadeira para fins cirúrgicos. A definição de consultório odontológico surgiu através de Pierre Fuchard, considerado o “pai da odontologia moderna”. Em Paris, a partir de 1719, ele passou a colocar o paciente em uma cadeira com um encosto almofadado. Na época, o dentista é quem ia atrás do paciente e não vice-versa.
A cadeira odontológica mais antiga que se tem conhecimento foi utilizada por Josiah Flagg nos Estados Unidos entre 1790 e 1812. Era de nogueira, possuía um almofadado para a cabeça e apoio para os braços. A cadeira era sempre colocada próxima a uma janela pois o tratamento era feito com a luz natural.
Nos anos de 1930 surge a industrialização das cadeiras odontológicas, próximas aos padrões atuais.
Nos anos 70 ela toma o formato atual, com mesas e aparelhos auxiliares. Atualmente, as cadeiras seguem a ergonomia do paciente, dando-lhe comodidade e facilitando os diversos ângulos que o dentista precisa para a realização dos procedimentos.
Um terço dos brasileiros nunca foi ao dentista
Dados do Ministério da Saúde apontam que 58% dos brasileiros não faz uso da escova de dentes e um terço da população nunca fez tratamento dentário. Atualmente, cerca de 40 milhões de brasileiros já perderam todos os dentes, e os números aumentam com a idade. A incidência de casos de doenças periodontais e perda de dentição é muito maior em pessoas acima dos 65 anos. Entre os jovens os números também são alarmantes: 40% dos brasileiros com faixa etária entre 15 e 19 anos já perderam pelo menos um dente e o principal motivo – 93% dos casos, de acordo com o Ministério da Saúde, é a cárie.
Especialistas e profissionais da rede de Clínicas Odontológicas Sorridents concordam que a soma dos dados alavancados nestas pesquisas mostra que o principal motivo da má qualidade da saúde bucal dos brasileiros é resultado da falta de cuidados básicos de higiene. “São problemas simples, que podem ser resolvidos em uma sessão com o dentista e um acompanhamento junto a um profissional, com visitas regulares duas vezes ao ano, mas a maioria das pessoas coloca a saúde bucal em último lugar na escala de prioridades”, conta Dra. Carla Renata Sarni, cirurgiã-dentista e fundadora da rede Sorridents.
Uma das principais justificativas quanto ao tratamento odontológico é o alto custo, mas Carla Renata explica “os tratamentos acabam se tornando caros, pois as pessoas postergam cada vez mais o início do processo e quando chegam de fato à cadeira do dentista, o que era uma simples cárie se transformou em um canal ou até mesmo em um caso de implante de um novo dente, quando não é possível a recuperação do antigo”.
A periodontista da rede Sorridents, Dra. Eliene da Silva Santos, afirma que problemas como cáries, placa bacteriana e doenças nas gengivas só podem ser identificados por um profissional especialista, e ressalta a importância das visitas regulares ao dentista, além da higiene bucal. Abaixo Dra. Eliane explica algumas das principais doenças bucais.
A periodontite é uma doença infecto-inflamatória que ocorre nas gengivas ou nos tecidos de sustentação dos dentes e pode levar à perda de alguns destes elementos, acúmulo de tártaro e inflamação das estruturas bucais. “O primeiro sinal da doença é o aparecimento do sangramento gengival. Como o progresso da doença não causa dor, o paciente não procura tratamento”, explica a doutora.
Outro caso bastante comum é a cárie, que pode acontecer a partir do nascimento do primeiro dente e é bastante comum entre crianças e adolescentes, por conta do alto consumo de açúcares. A cárie, de acordo com a Dra.Eliene, é caracterizada pelo enfraquecimento da estrutura dental e causa dor e sensibilidade acentuada no dente afetado. Em casos mais graves, o dente ganha tons escuros e surgem odores.
Por fim, outra doença comum aos brasileiros é a gengivite. Causada pela placa bacteriana, a gengivite consiste em uma inflamação dos tecidos gengivais, podendo ser aguda ou crônica.
De acordo com a Dra. Eliene Silva, estas doenças bucais mais comuns podem acarretar problemas e complicações à saúde geral dos pacientes. “Há estudos que comprovam que doenças periodontais e cáries são portas de entrada de bactérias na corrente sanguínea. Quando isso acontece, o paciente fica vulnerável a doenças pulmonares e cardíacas, complicações dos quadros de diabetes e aumento da incidência de nascimento de bebês prematuros ou com sobrepeso”, alerta. “Tais bactérias apresentam alto grau de atividade e a probabilidade de que causem outros danos à saúde é considerável”, completa.



