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De estudante dedicada à empresária de sucesso

Presidente da Sorridents volta para universidade onde se formou e apresenta palestra sobre empreendedorismo.

Quando ela saiu do interior de São Paulo para o interior de Minas Gerais tinha um objetivo fixo: tornar-se uma dentista reconhecida. E com sua determinação, isso se concretizou.
A estudante dedicada que não media esforços para pagar os estudos hoje é uma empresária reconhecida e de muito sucesso, tanto que seu lado empreendedor acabou chamando a atenção de muita gente por aí. Nos últimos anos Carla foi destaque em jornais e revistas de grande circulação nacional. E não foi só a mídia que a procurou para saber mais sobre a história dessa empresária, as faculdades de odontologia também requisitaram as palestras de Carla. E dessa vez a palestra foi feita na Universidade José do Rosário Vellano justamente onde Carla concluiu o curso de odontologia e a especialização em bucomaxilo.
Professores e alunos da universidade do sul de Minas puderam conhecer mais sobre o empreendedorismo de Carla e como ela conseguiu criar a Sorridents que hoje é a maior rede de clinicas odontológicas do país.
Carla mostrou como uma boa dose de conhecimento, que dedicação e persistência são responsáveis pela formação de profissionais de sucesso. Além disso, Carla pôde se reencontrar com antigos professores que endossaram desde o inicio da faculdade mais do que acreditar, Carla lutava pelo sucesso.

A evolução da odontologia

Gravura representando Hesi-Re

Data de 3.700 a.C. manuscritos egípcios mencionando alguns malefícios dentais (dor de dente, feridas gengivais …) O primeiro a conhecer a arte dentaria no Egito chamava-se Hesi-Re (3.000 a.C.), da corte do faraó Zoser. A primeira evidência de procedimento cirúrgico, por volta de 2.750 a.C. , foi uma mandíbula com duas perfurações abaixo das raízes do primeiro molar, indicando o estabelecimento da drenagem de um abscesso dentário. Os documentos mais antigos de odontologia e medicina que se tem notícia, vem dos povos da Mesopotâmia, hoje Iraque. De acordo com o Livramento (1962), o “Protesto de Albucasis (Córdoba, 936-1013 d.C.)” tem a notícia mais antiga que se tem sobre um barbeiro exercendo a profissão de dentista. Alguns barbeiros alcançaram fama e ocuparam cargos importantes um deles Olivier Le Daim (Olivier, o malvado, o diabo) ocupou lugar de destaque na corte de Luís XI (1423-1483). Em outro reino, o cirurgião Jean Pitard , conseguiu que o rei Felipe IV (1311) cassasse o direito dos barbeiros de praticar qualquer intervenção cirúrgica se não se submetesse a um exame de habilitação, prestado a um grupo de cirurgiões- barbeiros juramentados de Saint Come. Também houve leis interditando atividades dos charlatões e curandeiros em 1352 e 1364. No século XVIII, Pierre Fauchard (1678-1761) com a obra “Tratado dos dentes para os cirurgiões dentistas” proporcionou um salto para a ciência da odontologia, sendo considerado o “Pai da Odontologia moderna”. O livro abrangia anatomia, fisiologia, entre outros assuntos, e citava a piorréia alveolar, que recebeu o nome de “enfermidade de Fauchard” (doença periodontal). Foi ele que cunhou o termo cirurgião dentista para a profissão, criou o pivot e iniciou o desenvolvimento de dentaduras. Reconheceu também a intima entre as condições orais e a saúde em geral. A inauguração da primeira escola dental do mundo deu-se em 06 de março de 1840, criada por Harris e Hayden no Estado de Marilândia , na cidade de Baltimore, EUA (“Baltimore College of Dental Surgery”). O curso tinha 16 semanas, a classe possuía cinco alunos.

Cadeiras do dentista se aprimoraram nos anos 70

Primeira Cadeira de dentista - criada por Josiah Flagg nos Estados Unidos em 1790

 

Os primeiros tratamentos dentários eram feitos no chão e hoje confortáveis cadeiras seguem ergonomia que acomodam o paciente

   Dizem que ir ao dentista é uma falta de prazer. O tratamento ainda oferecer dor. Porém, o avanço tecnológico tem diminuído esta dor.Se voltarmos para séculos atrás notamos que o atendimento era feito em condições precárias.

   O local onde era feito o tratamento dentário foi alvo de uma longa evolução. Nos primórdios, o “dentista” sentava-se no chão diante do paciente para realizar o tratamento. Os gregos criaram a primeira cadeira para fins cirúrgicos. A definição de consultório odontológico surgiu através de Pierre Fuchard, considerado o “pai da odontologia moderna”. Em Paris, a partir de 1719, ele passou a colocar o paciente em uma cadeira com um encosto almofadado. Na época, o dentista é quem ia atrás do paciente e não vice-versa.

   A cadeira odontológica mais antiga que se tem conhecimento foi utilizada por Josiah Flagg nos Estados Unidos entre 1790 e 1812. Era de nogueira, possuía um almofadado para a cabeça e apoio para os braços. A cadeira era sempre colocada próxima a uma janela pois o tratamento era feito com a luz natural.

   Nos anos de 1930 surge a industrialização das cadeiras odontológicas, próximas aos padrões atuais.

   Nos anos 70 ela toma o formato atual, com mesas e aparelhos auxiliares. Atualmente, as cadeiras seguem a ergonomia do paciente, dando-lhe comodidade e facilitando os diversos ângulos que o dentista precisa para a realização dos procedimentos.

500 anos de Odontologia no Brasil

 

Nossos índios já realizavam tratamentos dentários quando o País foi descoberto, e não se sabe desde quando essa prática era usada. Documentos dessa época indicam que eles tinham bons dentes. Passando pelas várias fases da história, a Odontologia brasileira chega aos dias de hoje com cerca de 220 mil profissionais, tecnologia avançada e muito trabalho pela frente na área de saúde bucal

Será que podemos sentir uma ponta de inveja dos habitantes do Brasil nos idos de 1500? A carta de Pero Vaz de Caminha descreve habitantes com bons rostos, o que pode indicar dentes sadios e bonitos. Crânios encontrados em Lagoa Santa (MG), em regiões litorâneas de São Paulo e do Paraná e observações dos primeiros colonizadores indicam que os índios tinham dentes bem implantados e com pouquíssimas cáries, mas acentuada abrasão, causada pela mastigação de alimentos duros. A tribo kuikuro, do norte do Mato Grosso, preenchia cavidades dentárias com resina de jatobá aquecida, que cauterizava a polpa e funcionava como uma obturação, depois de endurecida.

Na época da criação das capitanias hereditárias, entre 1534 e 1536, com a chegada das expedições colonizadoras e a formação dos primeiros núcleos de povoação, chegam ao Brasil mestres de ofício de diversas profissões. Eram artesãos entre os quais se incluíam os barbeiros, que eram as pessoas que tiravam dentes. O Regimento do Físico-mor de Portugal, datado de 25 de fevereiro de 1521 regulou o ofício desses profissionais.

O exercício da arte dentária no Brasil foi regularizado somente em 9 de novembro de 1629, com a Carta Régia de Portugal, que citava pela primeira vez os barbeiros. O Regimento do Ofício de Cirurgião-mor, de 12 de dezembro de 1631, estabelecia multa de dois mil réis para quem tirasse dentes sem licença, que era concedida pelo doutor Antonio Francisco Milheiro, responsável pela avaliação de sangradores, que também tiravam dentes, além das parteiras e barbeiros. Era preciso comprovar mais de dois anos de aprendizado nesses ofícios.

A sanção do Regimento ao Cirurgião Substituto das Minas Gerais, em 9 de maio de 1743, representa os primórdios da legislação ligada à Odontologia. Os pretendentes pagavam uma taxa para fazer o exame e obter a carta para trabalhar. Para melhorar a fiscalização nas colônias portuguesas, a rainha D. Maria I assinou, em 17 de junho de 1782, a criação da Real Junta de Protomedicato, que extinguiu os cargos de físico-mor e cirurgião-mor e passou a responsabilidade da concessão de cartas e licenças para essa junta, formada por deputados, médicos e cirurgiões aprovados. Os tiradentes ficavam sujeitos à fiscalização do Senado da Câmara e das Entidades Pias.

Escova dental é a melhor criação de todos os tempos

O resultado da pesquisa divulgada em janeiro passado pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) – nos Estados Unidos – é surpreendente! Os pesquisadores apresentaram uma lista de cinco invenções, para que os entrevistados indicassem qual é a mais importante. Em primeiro lugar, quem diria, ficou um dos inventos mais simples da história: a escova de dentes!

   A escova ficou adiante do automóvel, do computador, do celular e do micro-ondas, demais itens apresentados na pesquisa que utilizou a forma induzida para ouvir as pessoas.

   Um porta-voz do instituto disse que a pesquisa prova que as coisas simples são mais importantes.

    A primeira escova da história – feita com pêlos de porco, teria sido inventada há 505 anos por um imperador chinês.

   Em uma pesquisa informal, o Fantástico da Rede Globo de TV ouviu brasileiros em cinco cidades. São Paulo, Curitiba, São Luiz, Cuiabá, e Juiz de Fora. O resultado também surpreendeu. Confirmando a pesquisa americana, a escova de dentes surgiu em primeiro lugar, com 39% dos votos da pesquisa.